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Os cães e gatos que aprendem a brincar desde filhotes, tendem a manter um melhor comportamento por toda sua vida adulta.

Tanto as crianças quanto os animais – incluindo é claro, os cachorros e gatos – necessitam das brincadeiras para o desenvolvimento de sua personalidade afetiva e de um físico saudável. Além disso, a brincadeira é a atividade mais importante para a ideal formação do seu caráter.


Todos os filhotes precisam brincar muito durante seu desenvolvimento e a ausência da brincadeira, pode acarretar em problemas comportamentais de proporções irreversíveis na idade adulta.

A brincadeira e a socialização dos cachorros não deve ultrapassar as seis semanas de vida, enquanto os gatinhos precisam brincar desde a terceira semana.

Instintivamente, as ninhadas de cães e gatos começam a brincar muito cedo. Começam a interagir entre os irmãos assim que abrem os olhinhos e devem ser estimulados pelos seus donos, mantendo as brincadeiras como rotina durante toda a fase de crescimento.

As brincadeiras são importantes pois trazem para os cães e gatos um ideal desenvolvimento cardiovascular, maior equilíbrio, coordenação motora, lubrificação das articulações e habilidades como a caça e instinto de proteção.

Proporcionam ainda, maior facilidade de manipulação do animal na idade adulta, evitando problemas como, por exemplo, a resistência na hora de levá-lo ao veterinário. A distração e o entretenimento são essenciais para a vida do animal de estimação, e evita que ele possa adquirir vícios destrutivos ou indesejáveis, além de aumentar o vínculo afetivo com toda a família e demais animais da casa.

É importante ressaltar que a brincadeira agressiva possui seus aspectos negativos. Os gatos, por exemplo, quando brincam na natureza, gradualmente se tornam mais agressivos, principalmente por que eles necessitam proteger-se de eventuais predadores.

Isto pode resultar em uma personalidade considerada “antissocial”. O motivo pelo qual a maioria dos gatos domésticos são tão sociais com as pessoas é que eles percebem desde cedo que fazem “parte da família”. Eles percebem o amor oferecido por seus donos e isso muda tudo!

Por isso, na infância de qualquer animal, um tapa, uma vassourada, ou até mesmo um susto, gritos, ou batidas de porta, podem levar a consequências desastrosas para a sua personalidade.

É preciso salientar que a brincadeira agressiva tanto entre cães, como entre gatos filhotes, muitas vezes acaba mal. O instinto de agressividade dos animais diminui consideravelmente quando o filhote sente-se recompensado pela diversão, o que acaba proporcionando um aprendizado importante.

Durante essa fase, o filhote compreende os limites das brincadeiras. No caso de exagero por parte dos filhotes, os donos devem repreendê-los prontamente, mas sem machucá-los. Dessa forma, os filhotes compreendem até onde podem ir com suas brincadeiras, aproveitando esta fase ao máximo.

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